Resenha: A Elite

08:10 10 Comments A+ a-


Já vai fazer uns quatro meses que li o livro, mas e a coragem de postar a resenha?
Essa faltou e muito!
Mas tudo bem, vamos lá!
A Elite é o segundo livro da trilogia A Seleção, na sequência podemos ter o desenrolar da saga de América, da qual temos a definição de um triangulo amoroso complicado e delicado, que por advertências não faltadas, o leitor pode não gostar (me incluo).



Sinopse: A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com ele, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está seu conforto e se vê dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.
America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer - e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E, justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. Enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo - e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

A história em si apesar de ter certa evolução e aprofundamento, acredito que ficou muito pobre, a autora nos mostrou mais sobre as candidatas e a história de Illéa, explicando sua origem e o motivo das castas, os rebeldes também se tornaram um foco importante, mas não muito aprofundado, o que eu acredito que tenha sido o erro da autora, pois ela se focou apenas em um único ponto (América), deixando todos os outros personagens e acontecimentos menos explorados. A Seleção já não está mais assim emocionante como antes, porém podemos perceber ainda assim a competição entre as candidatas, com alguns pontos fortes quando alguma delas sai ou pontos fracos também. Devo admitir que um acontecimento em especial com uma delas me deixou indignada e me lembrou mesmo a monarquia que uma vez nosso mundo já viu, o que me fez até chorar horrores, mas que de certa forma eu já pressentia o que era no primeiro livro já.

A protagonista: América evolui de uma forma diferente do esperado, acredito eu por se encontrar no meio de um triangulo amoroso, o que de certa forma é decepcionante. Ela perde um pouco do sarcasmo e ironia com que leva a seleção e até mesmo o humor que amávamos no primeiro livro, pensando muito mais em sua situação amorosa em relação a Maxon e Aspen, muitas vezes levando o leitor a uma loucura compreensível por não saber escolher.
A boa parte de sua evolução se da por conta da mesma tomar consciência dos principais deveres de uma rainha e também em não enxergar mais na seleção só um futuro amoroso (como enxergava sua vida com Aspen no primeiro livro), mas também se dar conta de que ela deve escolher seu futuro, em relação a família, vida pessoal e felicidade.


No livro temos um crescimento dos personagens secundários também, do qual podemos perceber Maxon mais como um homem e não um garoto mimado, como ele é realmente visto, mostrando-nos segredos de sua família e sua real situação. Uma personagem que destaca-se muito também é Kriss, que antes parecia ser bem não destacável, mas que ganha um papel absurdamente importante, o que me fez criar certa antipatia pela personagem, já que ela é incrivelmente boazinha e sincera. Celeste também é um ponto principal na competição, que apesar de não ter total destaque para a trama em si, é até importante, muitas vezes sendo maldosa e transbordando inveja, ela é a única por lá que realmente mostra a competição que há entre as candidatas, o que é bom para lembrar o leitor onde ele está.

Ao todo o livro é um livro legal, mas confesso que A Seleção (Livro 1) é melhor, em questão de qualidade a autora caiu e muito em relação ao primeiro da trilogia, deixando sua personagem perder um pouco de seu bom humor e fazendo a mesma ganhar um modo sério de agir.
Algo que me decepcionou e muito foi a relação de América com Aspen, já que amo o Maxon e acho uma perda de tempo a autora ter feito América perder tempo com Aspen para depois decidir encarar a competição. O ponto que mais gostei foi a forma como a mesma tratou os rebeldes e sua misteriosa causa de invadir o palácio, o que me intriga e muito e me trouxe várias suspeitas.

Nota: 8,0

Irei deixar uns especiais por aqui como bônus, espero que gostem :3



Quotes:
Não importava o que viesse, eu enfrentaria. Tinha que enfrentar.
Você sabe que encontrou algo incrível e quer levá-lo para sempre consigo. E um segundo depois de ter aquilo, você fica com medo de perder.
Eu não podia, porém, lidar com a ideia de ficar longe dele
Descobri que sou um completo fracasso em ficar longe de você. Um problema muito grave
  

Bem, por hoje é só, espero que tenham gostado :3

Sou Nathalia Nates, adolescente, confusa, que não sabe o que quer da vida, e por isso tenta de tudo(desistindo na maioria das vezes por ter medos e inseguranças).

Nasci em uma pequena cidade do norte do paraná, onde moro até hoje, com meus pais e meus dois cachorros.