Meus poemas preferidos

17:04 5 Comments A+ a-


Oi, oi gente! Estou 37856347673 anos atrasada com posts, mas é que estou me esforçando muito pra estudar pro vestibular, então não me sobra muito tempo para blog e nem para as séries.gMas aqui estou eu, hoje estou meio triste, naqueles dias que você só quer ouvir musicas e fazer o que gosta. Bom, nisso tive a ideia de ler poesias. Quando estava lendo pensei em trazer as minhas preferidas pra vocês, tipo unir o útil ao agradável. Pois então, vamos lá!





Confessor medieval

Irias à bailia com teu amigo,
Se ele não te dera saía de sirgo?
Se te dera apenas um anel de vidro
Irias com ele por sombra e perigo?
Irias à bailia sem teu amigo,
Se ele não pudesse ir bailar contigo?
Irias com ele se te houvessem dito
Que o amigo que amavas é teu inimigo?
Sem a flor no peito, sem saia de sirgo,
Irias sem ele, e sem anel de vidro?
Irias à bailia, já sem teu amigo,
E sem nenhum suspiro?


                                                                                                Cecília Meireles
Gosto desse poema porque quando li "que o amigo que amavas é teu inimigo?" me senti vivendo um amor proibido hahaha. Pode parecer idiota, mas isso me fez pensar em dois amantes apaixonados, mas que não podem ficar juntos por causa de um empecilho maior que eles, que os obriga a serem inimigos. É uma interpretação torta, mas gosto dela hahaha.



Fogo e gelo 

Alguns dizem que o mundo acabará em fogo,
Outros dizem em gelo.
Fico com quem prefere o fogo.
Mas, se tivesse de perecer duas vezes,
Acho que conheço o bastante do ódio
Para saber que a ruína pelo gelo
Também seria ótima
E bastaria.

                                                                                          Robert Frost
Quando eu era viciada em crepúsculo possuía esse poema na ponta da língua, mas com o tempo fui esquecendo. Nunca pude entendê-lo naquela época, pois tinha uns 12 anos, não tinha muita maturidade e conhecimento de mundo e literário para apreciar profundamente uma poesia como essa. Mas recentemente me lembrei desse poema e pude aprecia-lo. Ele me fez pensar em como eu prefiro o fogo, o calor, como quero ação e paixão, mas também que já vi coisas e pessoas frias de mais no mundo pra saber que elas também poderiam ser minha ruína.





Soneto da Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

                                                                                              Vinicius de Moraes

Lembra dos doze anos meus que citei acima? Então, esse foi o único poema que eu desde aquela época consegui de fato absorver, entender e apreciar. Até hoje tenho na ponta da língua os ultimos versos, hoje ele não é nada importante pra mim, tipo, em questão de ter um significado, mas me é uma boa lembrança da minha fase mais ativa de leitora: meus 12 anos.


A árvore envenenada

Eu estava com raiva de meu amigo;
pus fora minha raiva, minha raiva se perdeu.
Eu estava com raiva de meu inimigo;
não falei nada, minha raiva cresceu.

E a agüei com medos,
noite e dia com meu pranto;
e a iluminei com sorrisos,
e com suave e astuto encanto.

E ela cresceu dia e noite,
até que uma vistosa maça nasceu
e meu inimigo viu seu brilho,
e soube que o dono era eu.

E entrou no meu pomar furtivamente
quando a noite tudo fez escuridão;
e de manhã, com alegria eu vi
meu inimigo estendido no chão.

                                                                                         William Blake

De longe esse é meu preferido, meu mais amado, o queridinho de todos! Descobri esse poema na abertura de um episódio de The Original (Crossover de The Vampire Diaries), gostei tanto que fui procurá-lo na internet. Hoje me identifico muito, quando estou com raiva do cara que quebrou meu coração, ou passo por situações de odio, estresse ou tristeza. Não há como explicar certinho, mas em situações assim esse poema vira uma extensão de mim, minha pura representação.

Então anjos, é isso ai! Seria muito legal caso vocês deixassem seus poemas preferidos nos comentários, enfim, até a próxima! Beijos!

Sou Nathalia Nates, adolescente, confusa, que não sabe o que quer da vida, e por isso tenta de tudo(desistindo na maioria das vezes por ter medos e inseguranças).

Nasci em uma pequena cidade do norte do paraná, onde moro até hoje, com meus pais e meus dois cachorros.